Qual o papel da ENARA? 

 Criada em 2007 a ENARA atende às moções e recomendações aprovadas na Reunião das Associações profissionais, realizada durante o II Congresso Nacional de Arquivologia, realizado em 25 de julho de 2006, em Porto Alegre, com participação da ABARQ – Associação Brasiliense de Arquivologia, AAERJ – Associação dos Arquivistas do Estado do Rio de Janeiro, AARQES – Associação dos Arquivistas do Estado do Espírito Santo e AARS – Associação dos Arquivistas do Rio Grande do Sul, reunidas em 25 de julho e com a concordância da AAPR – Associação dos Arquivistas do Paraná. No entanto, a ENARA ainda não tem constituição jurídica nem CNPJ, o que dificulta sua atuação. Propomos aqui um debate junto aos associados acerca das ações quanto a consolidação, ou não, da ENARA como representante legal, oficial e de fato, das associações de Arquivologia do país. O Art. 3º do Estatuto da ENARA estabelece as seguintes finalidades:

I - Congregar, coordenar e representar com autonomia os interesses das associações de arquivologia em âmbito nacional, perante as instituições competentes da sociedade.

II - Defender os interesses e apoiar as reivindicações da classe dos Arquivistas;

III - Incentivar a discussão de temas de interesse da comunidade arquivística; 

IV - Coordenar, bi-anualmente, o Congresso Nacional de Arquivologia (CNA); 

V - Incentivar, apoiar e cooperar para a criação e fortalecimento de novas associações regionais; 

VI – Promover e incentivar a integração e articulação dos associados, através de encontros, congressos, seminários e outras atividades pertinentes ao seu campo de atuação e, em especial, ao Congresso Nacional de Arquivologia (CNA). 

VII – Incentivar e organizar o debate sobre ensino, pesquisa universitária na área da Arquivologia, de forma multidisciplinar, através de publicações e produção de material audiovisual, mantendo contato e colaboração permanente com as entidades de pesquisa e ensino de Arquivologia, através de convênios e parcerias em projetos que visem à integração e o incremento da produção técnico-científica na área de Arquivologia. 

VIII – Manter o contato e colaboração permanente com entidades representativas das categorias de trabalhadores, visando o aprimoramento das relações entre as entidades e buscando soluções conjuntas para os problemas relacionados ao mercado de trabalho e à formação profissional. 

IX – Promover e incentivar as relações dos associados com entidades profissionais, unificando as lutas que visem às soluções dos problemas comuns.

X – Promover e incentivar as relações dos profissionais de Arquivologia com a sociedade civil organizada, atuando na defesa da democracia, dos direitos humanos e da plena cidadania.

A ABARQ convida você a comentar a seguinte questão:

A ABARQ deve participar ou não da ENARA?

Deixe sua opinião.

12 comentários:

FELISMAR disse...

Enquanto sociedade organizada devemos sim. Não podemos condicionar os interesses da classe apenas ao poder executivo e politicamente precisamos de um órgão que nos unifique. O Enara deve desempenhar esse papel e para que tenhamos representatividade precisamos mostrar massa crítica. E isso, somente podemos com ´números.

André Porto Ancona Lopez disse...

Agora que a ABARQ abriu uma enquete sobre a nossa filiação ou não à ENARA, cabe ressaltar que a ABARQ é associação de ARQUIVOLOGIA, congregando profissionais da área, mesmo sem graduação em arquivos.

A ENARA tem, constantemente estimulado essa dicotomia (por exemplo tentem buscar informações sobre o Congresso Brasileiro de Arquivologia, o CBA, não o CNA). Seu coordenador, uma vez indagado sobre a possibilidade de filiação de não diplomados em Arquivologia na AAERJ respondeu-me: "Por que uma pessoa que não é arquivista deseja fazer parte de uma associação de arquivistas? Por que uma associação de taxistas permitiria que motoristas de ônibus participassem, apesar de a direção ser tema comum a ambas as profissões? O fato de muitas associações de arquivistas permitirem outros profissionais não significa que esta postura seja obrigatória.".

A ABARQ tem sua origem relacionada à somatória de forças que concorrem aos arquivos e não pode aceitar tal postura obscurantista.

Somos uma associação de ARQUIVOLOGIA.

Thiara disse...

Tendo em vista que a visão da Enara é divergente da proposta da Abarq, sou desfavorável a participação da Abarq na Enara...A Abarq é uma Asociação de ARQUIVOLOGIA.....

Tania Pereira disse...

Boa tarde associados,

Quero aqui emitir a minha opinião PESSOAL sobre a participação da ABARQ na ENARA:

A princípio sou contra, pois entendo que as associações devem primar pela união e não pela segregação de seus asociados. Porém como Presidente da ABARQ não represento a minha opinião, mas a dos associados e, dependendo da condução que será dada à ENARA e das propostas de atuação daqui para a frente, pretendo convocar uma assembléia dos associados para debater o tema que considero bem complexo.


Breno Bajo Dutra disse...

Sou contra a participaçao da ABARQ no ENARA.

Anônimo disse...

Essa discussão é espinhosa e, por isso mesmo, necessária. A ABARQ afiliou-se à ENARA e, posteriormente, ao Forum das Associações Profissionais de Arquivistas (FARQ) por iniciativa de seus presidentes à época, entre 2007 e 2009, sem consulta aos associados. Considero essencial essa discussão, mas acho também necessário estabelecer os pontos de análise. Por exemplo, a quem compete discutir os rumos da ABARQ? Associados? Comunidades acadêmica? Brasília? Se associados, como garantir que é sua opinião que estar sendo manifestada, via web? A ABARQ tem cadeira na Diretoria da ENARA, o que ocorreria na decisão de uma não permanência da filiação? E o FARQ, continuaremos filiados? Ele ainda existe? A ABARQ passaria a ter suas ações solitariamente ou proporia uma outra agremiação de associações? São algumas questões que gostaria de trazer à tona para que o debate não se restrinja a uma ação, mas incorpore as consequência dessa ação, seja qual for ela.
Vanderlei Santos - vanderbsantos@uol.com.br

Anônimo disse...

Poderia acrescentar, ainda, a organização do Congresso Nacional de Arquivologia - CNA, saindo da ENARA a ABARQ passa a ser um apoiador externo ou deixa de apoiar o evento?
Cabe, também, uma observação óbvia: não se estar confundindo a ENARA com alguns de seus representantes passadas e/ou atuais?
Tenho certeza que, como essas existem outras tantas questões precisam ser observadas.
Vanderlei Santos - vanderbsantos@uol.com.br

Anônimo disse...

Em tempo, o nome correto ao qual se refere a sigla FARQ é "Fórum das Associações Profissionais de Arquivologia", criado em 2007.
Vanderlei santos - vanderbsantos@uol.com.br

Anônimo disse...

Para quem não conhece, o endereço do FARQ é http://www.farq.aag.org.br/ onde estão expostas as logamarcas das Associações filiadas: AAB, AABA, AARGS, AAG, ARQ-SP e ABARQ.
Vanderlei Santos - vanderbsantos@uol.com.br

Sidney Maurício disse...

Gostaria também de expor minha opinião PESSOAL,

Respeito a opinião do professor André e discordo em alguns pontos do posicionamento da atual diretoria da ENARA e da AAERJ. Agora, eu entendo que a Arquivologia está em busca de reconhecimento e respeito perante a comunidade acadêmica e o mercado de trabalho. E isso só acontecerá com o reconhecimento e o respeito dos profissionais de arquivos, o arquivista e os técnicos de arquivo. O que percebo na ENARA é um posicionamento em defesa desses profissionais, que sabemos, estão em muitos casos sendo substituídos por pessoas de outras áreas que não tem o mínimo conhecimento das teorias e técnicas arquivísticas. Infelizmente existem muitas pessoas que estão em nossa área apenas prejudicando e menosprezando as funções e profissões inerentes à arquivística, claro que entre elas existem até arquivistas. Tem gente fazendo uma pós-graduação capenga aqui ou ali de noções de arquivologia e saem dizendo que tem conhecimentos para trabalhar na área, assumindo as funções inerentes ao arquivista.
Sei que existem muitos profissionais não formados em arquivologia que estudaram e especializaram e desempenham perfeitamente as atribuições necessárias.Em contrapartida existem muitos criando uma má fama para a arquivologia. Profissionais recém-formados em outras áreas ou egressos de uma pós ching-ling em noções de arquivologia que veem nos arquivos uma fonte de renda ou entrada no mercado de trabalho de fácil acesso e sem a necessidade de apresentar nenhum registro ou diploma, apenas a promessa de dar conta do trabalho. Por vezes não conseguem um resultado satisfatório e acabam criando a má fama da arquivologia e dos arquivistas.

Para a valorização de uma área do conhecimento primeiro devem ser valorizados os profissionais, e esse é um posicionamento que não percebo por parte da AAB. E a ENARA apesar de todos os erros ela está tentando uma valorização dos arquivistas e consequentemente da arquivologia. Claro que não pode existir uma postura radical de não aceitar ninguém que não seja arquivista. Mas, também não podemos incentivar que qualquer profissional é arquivista por estar na área de arquivos. E isso é uma questão de trabalho de conscientização a ser trabalhado pela associação de arquivologia.

Em face do exposto sou a favor da filiação a ENARA.

André Porto Ancona Lopez disse...

Acho que há uma grande confusão entre o que é uma ASSOCIAÇÃO e um sindicato. Entendo que a ABARQ deva ser plural, como associação Afinal há muita gente que trabalha nos arquivos que não tem graduação em Arquivologia. Não me refiro aos maus profissionais ou ao pseudo-arquivistas (é bom lembrar que tem também muito pseudo arquivista com diploma). Falo dos outros profissionais que são fundamentais para que um arquivo funcione como tal. Até onde entendo o estatuto da ABARQ nos coloca nesse modelo mais amplo. Vejam por exemplo o artigo 2º, sobretudo na parte da pesquisa e desenvolvimento científico da Arquivologia. Se fôssemos "cortar" as pessoas que estariam "autorizadas" a fazer "ciência" na área, teríamos que "banir" nomes como, só para citar alguns: Heloísa Liberalli Bellotto;
Ieda Pimenta Bernardes;
Ana Maria de Almeida Camargo;
Vânia Carneiro de Carvalho;
Vitor Manoel Marques da Fonseca;
José Augusto Chaves Guimaraes ;
Rose Marie Inojosa;
José Maria Jardim;
Solange Ferraz de Lima;
André Porto Ancona Lopez;
Carlos Henrique Marcondes;
Maria Teresa Navarro de Britto Matos;
Zeny Duarte de Miranda Magalhães dos Santos;
Johama Smit;
Renato Tarciso Barbosa de Sousa;
Viviane Tessitore.

Minha preocupação é com o desenvolvimento da Arquivologia como área; e acho que tenho trabalhado bastante nesse sentido...

Anônimo disse...

Quanto à enquete, gostaria de observar que pode não representar um reflexo da realidade sobre a opinião dos associados da ABARQ, porque não há, no momento uma ação da ABARQ no sentido de controlar tal manifestação, e, segundo, sequer é possível afirmar que o número votos corresponde ao número de votantes, visto que é possível fazer votações de várias máquinas e, ainda, entrando por outro sistema operacional.
Claro que isso não inviabiliza a discussão, mas é importante observar que pode ser a opinião de um grupo de pessoa interessada em manter ou cancela a filiação à ENARA.
Vanderlei Santos - vanderbsantos@uol.com.br